| Somos o avesso um do outro. quando duvidavas, paravas, e eu seguia em frente. quando tinhas medo, eu tinha vontade; quando sonhavas, eu pegava nos teus sonhos e tornava-os realidade, quando te entristecias, fechavas-te numa concha e eu chorava para o mundo; quando não sabias o que querias, esperavas e eu escolhia; quando alguém te empurrava, tu fugias e eu deixava-me ir. somos o avesso um do outro: iguais por fora, o contrário por dentro. tu protegeste-me, acalmáste-me, ouviste-me e ajudáste-me a parar. eu puxava por ti, sacudia-te e ajudava-te a avançar. como duas metades teimosas, vivemos de costas voltadas um para o outro, eu sempre à espera que tu te virasses e me abraçasses, e tu sempre à espera que a vida te trouxesse um sinal, te apontasse um caminho e escolhesse por ti o que não és capaz. |
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